terça-feira, 19 de janeiro de 2016

SÓ POR UMA NOITE

Só por uma noite
(Intimate Enemies) Julia Edição de Natal nº 01
Jessica Steele


Esse livre cabe dentro da maioria dos gostos, pois é um livro gostoso de ler, bem escrito, o cotidiano é ótimo. O tema desse livro é mal julgamento. A mocinha é mal julgada por um erro de seu ato inconsequente, pois ela ouve um diagnóstico errado, onde pensa que vai morrer, como fala o resumo do livro. Ela vai em um bar e sai com um cara, e logo vai para a cama com ele  (Vamos lembrar que esse romance é da década de 80 e o romance é escrito por uma inglesa, e os padrões ingleses era considerado uma mulher assim como vulgar. Sabemos que vivemos em um mundo machista, onde o homem pode tudo, e a mulher não.) 
Voltando para a história:
Não passa muito tempo ela o reencontra na casa de sua amiga, onde irá passar o natal.
Esse romance tem pitadas de ciúmes do mocinho por ela. E ela o confunde, pois ela mostra um lado muito angelical, de boa moça... 

Leiam!!!!!!!!






Ela não tinha nada a perder

O acidente que ceifou a vida dos seus pais havia deixado Anne a definhar sozinha em um hospital, certa de que tinha apenas alguns meses de vida.
O desespero levou-a a um encontro romântico com um homem a quem ela não conhecia, e quando soube, afinal, que não estava para morrer, ela rezou para nunca mais ficar cara a cara com aquele estrangeiro.
Mas não era para ser assim. Buscando consolo na casa de sua melhor amiga, ela deu de cara com o homem cuja memória a atormentava.


TRECHO DO LIVRO



O rapaz não deu continuidade ao que ela começou a dizer. Examinou-a com mais atenção e Anne teve certeza de que ele a achava horrível com tanta maquilagem.
- Quer tomar outra bebida? - ele ofereceu.
- Não obrigada, ainda tenho bastante. - Virou o rosto para que ele não percebesse como se odiava pelo papel que estava fazendo. Afinal de contas, estava sozinha num bar e tinha começado a conversa, o que dava a ele o direito de pensar coisas horríveis a seu respeito. Mas... ele não tinha tomado a iniciativa, quando a tinha ajudado a subir no banco?
Olhou-o pelo canto dos olhos e viu que o rapaz tinha voltado à posição anterior, concentrado em sua bebida. Virou-se para a porta para ver se via sinal de Sally, mas. nada!
- Talvez aceite a bebida que me ofereceu... se for um pouco mais tarde. - A que ponto de desespero ela tinha chegado! Estava sendo oferecida só para ter alguém com quem falar!
O rapaz a olhou com um certo desprezo.
- Quem sabe eu lhe dou outro mais tarde? Quantos anos você tem?
- Sou maior de idade. - Ela assumiu um ar independente.
- É bom que seja, mesmo. Você parece se expor com muita facilidade.
- E acha que isso é motivo para queixas? - Meu Deus, o que ela estava dizendo? Tinha ficado louca?
- Não estou me queixando. Garotas como você são bem úteis, às vezes.
Anne não tinha muita certeza sobre o que estavam falando. Uma dor fina e aguda a estava perseguindo e ela compreendeu que não ia agüentar muito tempo sem um apoio para as costas.
- E tem usado esse tipo de garotas? - Não queria continuar nesse jogo de palavras, mas a dor, sempre constante, a fazia lembrar de seus problemas. Então, por que não viver uma experiência diferente?
- Nunca paguei por. por esse tipo de prazer - ele respondeu com frieza.
- Quem está lhe pedindo que pague? - Sentiu o rosto arder, mas mantinha a cabeça ereta. Sabia que essa conversa era sórdida e horrorosa, mas pelo menos estava falando com outro ser humano e não chorando em casa.
- Está se oferecendo para mim. de graça? - O rapaz parecia não acreditar no que ouvia.
- Não estou me oferecendo. - Arrependeu-se no mesmo instante. Assim o rapaz ia perder o pouco interesse que tinha conseguido despertar e ela teria que ficar sozinha de novo.
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- Então está apenas querendo me deixar excitado, como brincadeira? Escolheu a pessoa errada para isso, garotinha. - Ele colocou o copo vazio sobre o balcão.
Agora ele vai embora e eu vou ficar aqui sozinha, pensou desesperada.
- Não vá! - ela pediu. Alguma coisa em sua súplica atingiu o alvo, porque em vez dele levantar e ir embora permaneceu onde estava.
- Pode me dar uma boa razão para que eu não vá?
- Não posso. Acontece que estou cheia de mim mesma, e pensei. pensei que. - A voz dela sumiu.
- Já tenho problemas de sobra e não estou disposto a ficar ouvindo os seus, mas posso lhe dizer que também eu estou cheio. de tudo. - Ele a olhou direto nos olhos. - Já está pronta para a bebida que lhe ofereci?
- Ainda não. - Anne sorriu, feliz por ele ter resolvido ficar.
- Mora aqui por perto? - Ela começou outro assunto, sem saber exatamente o que dizer. Já tinha desistido de ver Sally entrar. A moça devia ter desistido de vir.
- Não moro longe - foi a resposta evasiva. Ela compreendeu que não importava o que falassem, não deveria manter a conversa em termos pessoais.
Sabia que o rapaz não queria fazer confidências a um tipo de moça como ele julgava que ela fosse. Tomou mais um gole de bebida, procurando força e determinação para continuar conversando. Por um longo instante, longo demais para seus nervos, o silêncio foi a única coisa ali presente. Por mais que procurasse o que dizer, não achava nada. Depois, resolveu perguntar banalidades.


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MOMENTO BOM DO LIVRO:


O rapaz se aproximou lentamente, o olhar duro e frio. Ela sentiu que tremia, que o sangue ficava gelado em suas veias. Se pudesse teria saído dali correndo, para nunca mais pensar que aquele momento poderia ter existido.
Por alguns segundos ficaram frente a frente, quietos, ele sério, e ela com o rosto pálido, os lábios trêmulos. Foi então que Helen voltou ao hall.
- Até que enfim encontrei você, Dyson. Fui até a sala de estar achando que você e Simon estavam lá.
- Simon saiu - Dyson explicou, sorrindo para a irmã. Helen ia apresentar a amiga quando notou sua aparência transtornada.
- Está se sentindo bem, Anne? Parece um fantasma!
- Estou bem.
- Deve ser a mudança de temperatura - Dyson interveio. -Lá  fora está frio e eu quis que a casa ficasse quente e agradável para recebê-las. Posso mandar diminuir a temperatura. Não havia nada nas palavras de Dyson que demonstrasse que ele a tinha reconhecido. Sentiu-se mais relaxada, pensando que quatro meses já tinham passado desde aquela noite. Pela aparência atraente de Dyson, ele já devia ter tido uma porção de outras noites iguais e sua imagem podia estar esfumaçada na memória dele. Mesmo assim se sentia insegura, ao pensar que teria que ficar sob o mesmo teto com ele durante quase uma semana.
- Deve ter sido isso mesmo - Helen concordou. Depois deu uma risada gostosa. - Pensei que estivesse com medo de conhecer minha família!
- Nada disso, Helen - Dyson falava com a irmã, mas não tirava os olhos de Anne. - Tenho certeza de que sua amiga não é um coelhinho assustado.
Teve novo choque. A afirmação deixava claro que ele a tinha reconhecido.

O LIVRO SE ENCONTRA EM: http://amoraosromances.blogspot.com.br/2012/05/so-por-uma-noite-intimate-enemies.html



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